Morar em edifício é sempre algo curioso. O visinho de cima que tosse e “catarra” todas as manhãs, o de baixo que tem um gosto musical idêntico ao meu, o do corredor que assina Folha de São Paulo, o da frente que escuta e assiste o que de pior a indústria cultural brasileira pode produzir. Se eu já passei por algum deles, eu nem sei, não conheço seus rostos.
Mas o que mais me deixa curiosa é a lixeira. Acho um tanto esquisito sair com o saquinho plástico escorrendo chorume pelo corredor, colocá -lo na portinhola quadrada onde o lixo rola quatro andares até seu destino.
Fico pensando em quem pega esse lixo, em como se limpa esse líquido que escorre; e se alguém não amarra direito o saquinho e ele abre na descida?
Se com a existência dos lixeiros fica a impressão de que não tenho responsabilidade alguma sobre o lixo que produzo, essa lixeira-escorregador da a impressão de que o lixo desaparece.
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Agora eu amarro bem apertadinho pra não cair nada do saco de lixo! até porque aqui são 21 andares! hehehe
ResponderExcluirele desaparece mais rápido que o lixo comum... mas a gente nem sabe pra onde vai o nosso lixo!
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