segunda-feira, 3 de maio de 2010

a chegada

Doze horas de viagem em uma poltrona pouco confortável. O frio artificialmente gelado fez tremer e secar os olhos e garganta. Nos ouvidos poemas de Hilda Hilst.

O sol inicia seu renascimento. Me emociono. O céu se mescla de infinitos amarelos rosas azuis. Na contra luz, altas máquinas despontam cinzentas, como andaimes ou antigas perfuradoras de petróleo em movimento. Talvez um porto? Não sei, não se via cor, a não ser as do céu.


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