domingo, 9 de maio de 2010

cracolândia

Visitei um amigo na favela da mangueira. Para chegar a sua casa precisei passar pela cracolândia. Não importa o dia e a hora, sempre está cheio, sempre estão doidos, sempre é deprimente, desumano, triste. Cheira plástico queimado, suor, urina, merda, é cinza chumbo.

Por pouco não encosto nas pessoas, a passagem é apertada. Sinto angústia.

Na mesa escolar vende-se a droga. Um homem, com o dinheiro na mão e a arma na mesa apontada pra quem passa, vende a centavos o craque pra quem quer comprar e são muitos. Quase esbarro na mesa, senti uma vontade de pegar a arma e dizer: “fica esperto”, mas jamais faria. Provavelmente morreria!


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